Na sua sombra, uma caravela
distante de sua sonante beleza,
assombrosa a presença dela
numa praia extensa,
sem fim.
Maré imensa,
egoístas gaivotas…
Não te trazem até mim.

Gotas de chuva devotas
que molham um corpo assim.
Perfeito!
Sujeito a olhares penetrantes,
ansiosos por tão nobre perfeição.
Gestos lentos, amantes
do teu horizonte de uma imensidão
sem fim.

Não és para mim…
Não és, pois não?
Não poderás ser!
Infinito profundo.
Gratidão do mundo
de olhares invejosos
que só te querem ver.
Esperançosos…

Luz infinita,
mulher de me fazer
tremer.
Estremecer de cada amanhecer,
que ofusca todo o anoitecer.
Escondes o sol que levita
perante tua beleza,
Mulher natureza.

Infinito cruel,
não alcançável
a quem te quer tocar
com um simples olhar.
E deslizas
no areal desse mar
que pizas
sem o magoar…
O infinito!

Brotas acalmia.
Revoltas o silêncio,
o cheiro a maresia,
os movimentos do vento,
contigo em sintonia.

Jovem gritante,
audaz de sentimentos que me afetam,
que aguento.
Não! Não aguento mais.
Aproximarei-me de ti
Nessa linha de tempo
no infinito.