Decorre no próximo dia 18 de Abril, na Casa Meireles, a apresentação do mais recente livro “FIA” de Jussara Salazar (Curitiba, Brasil) que será dirigida por Carlos Vinagre.

Organizada pela Associação Cultural Extrapolar e dirigida por Carlos Vinagre, a sessão contará com leitura de poemas e outra trocas. Os participantes, para que não se sujeitem à condição de público, caso queiram, poderão contribuir através do uso, e do desuso, da palavra, do pensamento, ou de perguntas, que orbitem em torno de ideias, ou imagens, dos textos que motivam este in-vento.

A sessão terá inicio às 16.30 horas e a entrada será livre e gratuita.

A Autora

Jussara Salazar é poeta e artista plástica. Publicou Inscritos da casa de Alice [1999], Baobá, poemas de Leticia Volpi [2002], Natália [2004], Coraurissonoros [Buenos Aires, 2008], Carpideiras [2011], com a Bolsa Funarte, ficando entre os 20 finalistas do Prêmio Portugal Telecom na edição de 2012, e O gato de porcelana, o peixe de cera e as coníferas [2014]. Tem sua obra publicada em diversas revistas e traduzida para o inglês, o espanhol e o alemão. É doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/São Paulo e mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná. O livro foi editado em São Paulo por Vanderley Mendonça, editor do Selo Demónio Negro, conhecido pelo importante trabalho de edição de livros artesanais em tipografia.

A obra

FIA retrata o universo de um grupo de mulheres do povoado de Gravatá dos Gomes, no município pernambucano de Poção, conhecido principalmente pela produção da renda renascença.

A partir de viagens ao povoado, Jussara entrou em contacto com as rendeiras em seu dia a dia. De acordo com a autora, “não se tratava de escrever um livro sobre a renda renascença, mas, sim, de pensar poemas a partir da convivência com mulheres em seu próprio ambiente de trabalho”. “Foi no chão batido das casas de Gravatá dos Gomes, que construí as bases para o conjunto de poemas que compõe FIA, buscando a expressão de valores do feminino e do quotidiano das mulheres. Não se trata de uma construção estética por si só, mas principalmente do entrelaçamento de histórias e da realidade muitas vezes contraditória das artesãs que habitam o semiárido pernambucano”, diz a poeta. O lançamento do livro é aberto ao público.